terça-feira, 5 de abril de 2011

Perfumo e Victorino: ídolos e xerifes!

Quero fazer uma comparação entre dois zagueiros clássicos de Seleções Celestes, rivais da Seleção Brasileira e que, por coincidência, tem o Cruzeiro em suas vidas. Tudo indica que, após quatro décadas, o “marechal” Roberto Perfumo terá um substituto quase a sua altura na zaga cruzeirense. O candidato? O uruguaio Maurício Victorino, considerado um dos melhores zagueiros sul americanos da atualidade.

Roberto Perfumo, sinônimo de classe e elegância, jogava 90 minutos sem SUAR A CAMISA. Não precisava correr. Sabia os atalhos do campo e não dava espaço para os atacantes. Que o diga o Dada Maravilha! Não é atoa que o eterno xerife sempre é lembrado para as mais variadas seleções dos melhores que vestiram a camisa do Cruzeiro em todos os tempos.

 Antes de vir para o Cruzeiro, Roberto Perfumo defendeu o Racing da Argentina, uma das grandes potências sul-americanas nos anos 60 que ganhou dois títulos nacionais e uma Copa Libertadores. Em 1972, realizou um grande sonho de sua vida ao se transferir para o ‘Rolo Compressor do Barro Preto’. No Cruzeiro, Perfumo teve uma passagem diferenciada que o levou ao cargo de capitão da Seleção Argentina na Copa do Mundo na Alemanha, em 1974. Após o Mundial, o defensor retornou para o seu país para jogar no River Plate até encerrar a sua carreira.

Infelizmente não tive o prazer de vê-lo jogar, mas o meu pai, Sr. Afrânio Drumond, fã eterno de Perfumo, me contou várias histórias sobre as atuações do “gringo” com a camisa estrelada. Ele saía sozinho de Joanésia, minha terra natal, e viajava mais de seis horas para ver o craque e o timaço do Cruzeiro em ação no Mineirão.

Depois de muitos anos sem um xerife latino na zaga, em 2011, o Cruzeiro contratou o uruguaio Mauricio Victorino. Com estilo de jogo parecido ao do ‘Marechal Argentino’, o xerife Victorino destaca-se por possuir excelente técnica e tranqüilidade para comandar o setor defensivo. Ele tem bom cálculo no tempo de bola, se antecipa tanto em jogadas aéreas como em desarmes e, uma vez com domínio de bola, consegue sair jogando em velocidade, originando bons contra golpes.

Como Perfumo, Victorino é zagueiro de uma Seleção Celeste, porém a do Uruguai, e conquistou a quarta colocação no Mundial disputado na África do Sul, em 2010. O uruguaio foi um dos destaques da última Libertadores ao lado do Maestro Montillo, ambos do Universidad de Chile, que chegou a inédita semifinal do torneio continental. Pelo clube chileno, graças a sua liderança e espírito de guerreiro, ele ganhou dos torcedores os apelidos de "El Patrón de la Defensa" e "El Espartano Azul".  

Em fevereiro de 2011, depois de uma longa negociação, Victorino desembarcou em Belo Horizonte para, novamente, jogar ao lado do amigo Montillo. A estréia aconteceu na histórica goleada de 5 a 0 sobre o Estudiantes, em partida válida pela primeira rodada da Libertadores 2011.

Em pouco tempo, Victorino conquistou o respeito e a admiração da torcida celeste e, inclusive, já pediu dispensa da seleção uruguaia para não desfalcar o Cruzeiro na Libertadores. Atitudes como essas fazem de do uruguaio um sério candidato a ídolo, assim como Perfumo foi na década de 70. Viva Perfumo! Viva Victorino! Viva o Cruzeiro!

Um abraço a todos do Periquito Barsa Azul

piriquito@portal5estrelas.net